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Combate à desinformação

A pandemia causada pelo novo coronavírus reforça a importância do jornalismo especializado em saúde e bem-estar e amplia a demanda por formatos inovadores

Se, por um lado, quando o assunto é saúde e bem-estar, a produção e distribuição deliberada de desinformação é capaz de gerar adoecimento, mortes e até mesmo desperdício de recursos públicos e privados, por outro, diante da carência de conteúdo confiável, é uma oportunidade para que veículos e profissionais que detêm credibilidade ganhem ainda mais destaque. Em tempos de Covid-19, a plataforma VivaBem, do UOL, que produz e distribui, desde novembro de 2017, conteúdo direcionado ao público que se preocupa com qualidade de vida, reforçou seu compromisso com o jornalismo. A plataforma ampliou a abordagem com conteúdo e formatos diários acerca da pandemia, baseados na voz de professores e pesquisadores das principais universidades do País.

Por meio de linguagem simples e atraente, o portal, de janeiro a julho deste 2020, conquistou a liderança, em termos de audiência, da categoria Health, segundo a empresa de análise de mídia Comscore. “Com a pandemia, a audiência cresceu ainda mais e, em alguns meses, como em março, foi quase três vezes maior do que a média do ano passado. Muito desse crescimento deve-se ao conteúdo oferecido pelo VivaBem, que sempre buscou esclarecer dúvidas sobre a Covid-19, em um momento em que grande parte da população está diante de tantas incertezas”, conta Cesar Candido dos Santos, editor de VivaBem.

O papel do jornalismo
Quando o Brasil atingiu a triste marca de 100 mil mortes pela pandemia, em 8 de agosto, o VivaBem publicou a reportagem especial “100.000”, que expôs um dossiê completo sobre a doença, com informações disponíveis pela ciência, até aquele momento. “Nesse especial, houve a compilação de tratamentos que não funcionaram e os que ainda eram esperança, as medidas de prevenção que deram certo e as vacinas em diferentes estágios de desenvolvimento”, conta o editor da plataforma do UOL.

Além disso, como complemento do conteúdo produzido, diariamente, pela equipe do VivaBem sobre sintomas, tratamentos e prevenções, a plataforma explora o ponto de vista crítico de colunistas. Entre eles, está Jairo Bouer, médico psiquiatra especialista em sexualidade, que, semanalmente, busca traduzir os conceitos da ciência e da saúde e, em tempos de pandemia, abordou temas como o impacto da Covid-19 no uso de calmantes e antidepressivos e as adaptações na forma de amar.

Segundo Bouer, “a credibilidade da marca é central para dar uma resposta rápida e sólida às fake news e cria a possibilidade de mostrar ao leitor como desconstruir uma informação falsa, trazendo um contraponto baseado em evidência e corroborado pelos especialistas e colaboradores”. Em um momento sensível como o da pandemia, acrescenta, esse papel é ainda mais importante. A jornalista Lúcia Helena, outra colunista do VivaBem, que desde março deste ano vem escrevendo sobre a Covid-19, corrobora com o médico: “A mídia de saúde e bem-estar, dependendo de como conta suas histórias, neste momento crítico da humanidade, tem a enorme oportunidade, diria até o papel, de mostrar que, tanto quanto o desenvolvimento da vacina, é crucial melhorar o conhecimento das pessoas sobre prevenção e outros temas”. Em seus textos, a colunista explora assuntos como o que é um vírus e como o sistema imune reage, e aborda tópicos relacionados à volta à rotina, como a segurança do ar-condicionado e o uso de banheiros públicos.

Múltiplos formatos

Uma vez que a “saúde é a nova riqueza do século 21”, afirma Cesar, nada mais coerente do que um portal como o VivaBem explorar novos conteúdos e formatos. Além dos já citados, a plataforma lançou a seção “Qual é o Remédio”, que, a cada 15 dias, traz uma reportagem respondendo as principais dúvidas sobre medicamentos comuns, e a também quinzenal “Guia do Suplemento”, que explica o que é e para que servem os principais suplementos consumidos pelos atletas. VivaBem, ainda, estreou a série “Projeto VivaBem – 3 Meses para Entrar em Forma”, em que cinco jornalistas do UOL e leitores do portal recebem, ao longo de três meses, um plano de treino, um cardápio e dicas de especialistas, para perder peso, ganhar músculos e adotar hábitos mais saudáveis. A plataforma também lançou o programa em vídeo “Amor de bicho”, que, a cada episódio, expõe a história de uma pessoa com seu animal e mostra como a relação entre eles foi importante para o personagem enfrentar determinada doença, a perda de um familiar ou mudar hábitos.

“As pessoas estão, cada vez mais, preocupadas em buscar saúde, comer bem, fazer exercícios e prevenir doenças. É uma busca natural e global. E, o VivaBem vem para trazer a informação que essas pessoas estão buscando”, adiciona o editor.

Neste 2020, o portal ainda contou com a estreia de seis colunistas. Entre eles, o profissional de educação física Nuno Cobra Jr., que defende que a prática de atividade física deve sempre prezar pela saúde e bem-estar; a dermatologista especialista em pele negra Katleen Conceição; a ginecologista e obstetra Larissa Cassiano, que aborda questões sobre a saúde da mulher; a psicóloga Elânia Francisca, especialista em gênero e sexualidade; o professor e médico Roberto Jaguaribe Trindade, que fala sobre os principais problemas de saúde que a população da periferia enfrenta; e o neurocientista André Souza, que explica, em sua coluna, como as emoções e desejos agem no cérebro.

Além do factual
Cristiane Segatto, também jornalista e colunista do VivaBem, afirma que “o bom jornalismo de saúde depende de especialização, expertise, capacidade analítica e cultivo de fontes. Estou atenta ao factual, mas procuro ir além dele. Venho para contribuir com o conhecimento público sobre histórias e questões relacionadas ao setor público e privado, com as quais talvez ele não tivesse contato de outra forma”. Ao longo das semanas, desde a chegada da Covid-19 no Brasil, a profissional abordou temas como: coronavírus em idosos e crianças, falta de profissionais habilitados para atender doenças graves, a preparação de hospitais públicos para lidar com a pandemia e o papel do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ainda por conta da pandemia, o VivaBem lançou um programa de atividades físicas em vídeos, disponíveis no Youtube, com duração de 12 semanas. A série “Treine em casa”, com a professora de educação física e colunista de VivaBem, Taise Spolti, foi planejada para que qualquer pessoa, dos iniciantes aos avançados, conseguissem se manter ativos durante a quarentena. E, no Instagram, VivaBem criou a série “Treinão VivaBem”. Durante cinco semanas, profissionais da área de educação física, como Cau Saad, Paola Machado e Rodrigo Sangion, comandaram um treino ao vivo para os seguidores do VivaBem. As lives contaram com a participação de celebridades, como Solange Frazão e Paloma Bernardi.

Descomplicando o corpo humano

Apresentado pelo psiquiatra Jairo Bouer, o Conexão Viva Bem aborda temas ligados ao corpo, mente, alimentação, saúde da mulher e vitalidade

Lançado em 13 de julho, o programa em vídeo “Conexão VivaBem” objetiva abordar temas ligados ao corpo, mente, alimentação, saúde da mulher e vitalidade. Exibido de segunda à sexta-feira, às dez horas da manhã, no UOL e no YouTube, e apresentado pelo psiquiatra Jairo Bouer, o produto do VivaBem reúne, a cada dia, um especialista e um convidado famoso. O programa busca responder dúvidas e dilemas, explica Cesar, editor da plataforma, de modo descomplicado, “mostrando que todo mundo tem questões sobre esses assuntos e que, para cuidar do corpo, da mente, da alimentação e viver melhor, conforme envelhecemos, não há fórmulas mirabolantes”.

Às segundas-feiras, o “Conexão VivaBem” aborda a importância de manter o corpo em movimento e explora como o ser humano pode se manter ativo e saudável. De terças-feiras, o papo é sobre como, diante do estresse e da ansiedade em diferentes situações do dia a dia, as pessoas podem manter suas mentes equilibradas. Às quartas-feiras, por sua vez, apresenta ideias para comer bem e de forma prática. Nas quintas-feiras, o programa responde questões sobre saúde da mulher, como falta de libido e irritação gerada pelo excesso de trabalho. E, por fim, de sextas-feiras, o programa fala como se cuidar para viver mais e por mais tempo.

Entre os convidados do programa, já passaram Fábio Porchat, Miá Mello, Débora Nascimento, Marcos Pasquim, Priscila Fantin, Marcio Atalla, Zeca Camargo, Malvino Salvador, Toni Garrido, Tati Bernardi, Mônica Martelli, Monja Cohen e Fernanda Souza.

Formatos especiais
A plataforma do UOL concentrou esforços em grandes reportagens, com textos, fotos, vídeos e infográficos, referentes ao coronavírus. “Até hoje, o vírus tem muita coisa que a própria ciência ainda desconhece. Muitas perguntas ainda não foram respondidas. Porém, assim que começou a surgir no mundo e chegou ao Brasil, fomos buscar os melhores virologistas do País e do globo, para entender e informar a população”, diz Cesar. O conteúdo “É Hora de Se Prevenir”, publicado em 14 de março, dez dias antes do início da quarentena oficial no estado de São Paulo, foi o primeiro de uma série de especiais. A reportagem alertou leitores sobre a necessidade de redobrar os cuidados a respeito da doença e afirmou que, se possível, seria crucial a permanência da sociedade em casa, com o objetivo de evitar o cenário da Itália, de rápido contágio e de colapso acelerado do sistema de saúde.

A fim de informar a população, VivaBem concentrou esforços em grandes reportagens a respeito do coronavírus

Já em um momento em que as mortes provocadas pela Covid-19 eram o principal assunto sobre a pandemia, veio à tona o especial “Tem Cura, Sim”, que mostrou tratamentos responsáveis por ajudar mais de 1,5 milhão de pessoas contaminadas ao redor do mundo, além de alertar sobre os efeitos da doença no corpo. A grande reportagem “Vírus: O Inimigo Invisível”, por sua vez, em forma de um pequeno almanaque, abordou o impacto dos vírus na vida humana. Também foram publicados os especiais “Caça à Vacina”, incumbido de apresentar o panorama das pesquisas em favor da tão esperada imunização contra o coronavírus, bem como os desafios em obter resultados acerca de cada vacina, e “Lágrimas Invisíveis”, retratando a realidade dos coveiros do maior cemitério da América Latina, o Vila Formosa, localizado na Zona Leste da capital paulista. Nele, há a visão desses profissionais, que viram o número de mortes aumentar de forma brusca e que, por serem essenciais, tiveram de enfrentar o medo de estarem, constantemente, expostos ao Covid-19, colocando em risco a própria saúde e a saúde de suas famílias.

Papo de especialista

Especialistas da área da saúde, como o médico Drauzio Varella, participam do UOL Debate

Médicos, como Drauzio Varella, Roberto Kalil Filho, Gonzalo Vecina e Alexandre Kalache, a pesquisadora Marilda Siqueira e os filósofos Leandro Karnal e Mário Sérgio Cortella foram alguns dos nomes já levados pela plataforma de saúde e bem-estar VivaBem para o “UOL Debate”. O produto, lançado no início da quarentena e produzido por todas as marcas do UOL, traz à tona diversos debates ao vivo, que reúnem especialistas, conhecidos pelo público, para discutir sobre o impacto do novo coronavírus na saúde física e mental, na economia do Brasil, na educação, na tecnologia, no esporte, no sexo e em outras áreas da vida.

Dependendo do assunto, diz Cesar, editor do VivaBem, uma marca específica do UOL contribui para a produção do debate, escolhendo convidados e mediadores. “Diversos debates que o VivaBem participou tiveram grande sucesso”, diz. Temas como de que forma os médicos estavam agindo diante de um vírus desconhecido e as dificuldades em enfrentar um momento novo sem convivência com amigos e familiares e com uma repaginação do modo de trabalho foram, de acordo com o profissional, alguns dos de maior audiência.

 

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